Os governadores saíram frustrados do café da manhã com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), na manhã de ontem, na residência oficial do Senado Federal, em Brasília. Em carta ao presidente, eles cobraram seis ações do governo para socorrer a economia dos Estados, mas não receberam qualquer compromisso com a pauta como resposta. A única promessa foi uma análise das demandas em uma semana.
“Lamentavelmente, não houve qualquer conclusão. O ministro-chefe da Casa Civil sinaliza, a partir dos pontos apresentados pelos governadores, que no prazo de uma semana o governo haverá de manifestar sua posição sobre cada item. Houve a mensagem por parte dos governadores de absoluto interesse em discutir de maneira estruturante a nova previdência, seja no âmbito federal como também com repercussão nos Estados e municípios, mas desejamos discutir o pacto federativo, em que isso possa compor um amplo pacote de revisão das relações e das pautas que são caras a todas as esferas de governo”, reclamou o governador do Pará, Helder Barbalho, ao sair da reunião.
A insatisfação com a falta de novidades para os Estados foi manifestada por governadores de diferentes colorações partidárias, inclusive do DEM, partido de Lorenzoni. “Eu quero reafirmar que a não apresentação do Plano Mansueto frustrou. Causou em nós um constrangimento”, disse o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), reiterando a necessidade do governo dar prioridade ao socorro financeiro aos Estados, pois, segundo ele, “todos fizeram o dever de casa pedido pelo Ministério da Economia.”
Questionado sobre o sentimento de frustração dos representantes dos Estados, Onyx disse que recebeu a carta nesta manhã e vai procurar cada área do governo para formular as respostas. Em seguida, destacou que a administração começou há apenas quatro meses e oito dias. “A recuperação fiscal dos Estados depende necessariamente da aprovação da reforma da Previdência. Este é o momento de deixar divergências ideológicas de lado, retomando as bandeiras apenas no ano que vem, quando serão realizadas eleições municipais”, disse.
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