O Ministério de Saúde anunciou, na noite desta quinta-feira, que o País teve 1.188 mortes nas últimas 24 horas e bateu novo recorde negativo diário na luta contra o novo coronavírus. O recorde antigo foi registrado dois dias atrás, na terça-feira, quando atingiu 1.179 óbitos. Com isso, o Brasil atinge agora 20.047 mortes desde o início da pandemia e ocupa atualmente a sexta colocação no ranking mundial, atrás de Estados Unidos (93.863), Reino Unido (36.124), Itália (32.486), França (28.218) e Espanha (27.940).
O recorde diário, infelizmente, também foi batido ao registrar a marca de mais de 310 mil casos confirmados de coronavírus, sendo mais de 100 mil novas infecções em apenas uma semana. Foram 18.508 novos casos nas últimas 24 horas, elevando o total para 310.087.
Nas duas últimas semanas, em números absolutos, o Brasil saltou da sétima para a terceira posição entre as nações com mais casos de covid-19. Com isso, se mantém como um dos países em situação mais crítica do mundo em número de infecções, atrás de Rússia, que contabiliza 317 mil casos, e Estados Unidos, com mais de 1,5 milhão.
A pandemia do novo coronavírus se tornou a principal causa de mortes por dia no Brasil. O maior número de infecções continua em São Paulo, com 73.739 diagnósticos e 5.558 mortes. O Rio tem 32.089 casos e 3.412 óbitos. No Ceará são 31.413 infecções e 2.161 mortes.
O Brasil tornou-se nos últimos dias o país com maior crescimento de casos de covid-19 por milhão de habitantes (pmh). De acordo com o cruzamento de dados da plataforma Our World in Data, ligada à Universidade de Oxford, desde quarta-feira, 20, o país passou a liderar o ranking que considera a confirmação de casos em um período de 24 horas e os dilui por milhão de habitantes, o que permite uma comparação de como a covid-19 está afetando países de populações distintas.