Agentes das polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro fazem uma operação em comunidades da Zona Norte do Rio desde as primeiras horas deste domingo (6). O objetivo é localizar e prender os bandidos que balearam o soldado Daniel Henrique Mariotti na tarde de sábado (5) em tentativa de assalto na Linha Amarela. Mariotti morreu horas depois.
No início da madrugada, um blindado era visto em apoio a uma investida do Bope em Manguinhos.Ao amanhecer, nas redes sociais, moradores registraram o sobrevoo de pelo menos duas aeronaves no Jacarezinho. Há relatos de tiroteio.
As comunidades ocupadas até as 7h15 deste domingo eram: Arará, Benfica;Bandeira 2, Del Castilho;CCPL Morar Carioca, Del Castilho;Jacarezinho;Mandela, Benfica;Manguinhos.
Segundo o Centro de Operações, pode haver interdições temporárias na Avenida Dom Hélder Câmara, principal via da região, na altura do Jacarezinho devido à operação. Para quem segue para Benfica, a melhor opção é a Linha Amarela.
Mariotti foi baleado perto da saída 7 da Linha Amarela na tarde deste sábado (5). Segundo o comando do 22ºBPM (Maré), policiais militares do batalhão se deslocavam pela Linha Amarela, altura do viaduto da Avenida dos Democráticos, depararam-se com criminosos armados em tentativa de roubo na via.
De acordo com a PM, criminosos atiraram ao avistarem a aproximação dos policiais. O veículo roubado pelos criminosos foi encontrado incinerado em Manguinhos.
O agente foi levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, passou por cirurgia, mas não resistiu.A informação da morte foi divulgada pelo governador Wilson Witzel, que emitiu uma nota de pesar.
“O Rio de Janeiro acaba de perder mais um herói nesta guerra contra os terroristas nas ruas do nosso Estado. Quero manifestar meu mais profundo pesar pelo assassinato do soldado PM Mariotti e minhas condolências à família. Que Deus o abençoe e o receba. Como governador, a morte de um policial é como perder um filho. Vamos investigar este caso com todo o rigor e não vamos parar o combate ao crime até devolvermos a paz ao estado”, diz o texto.
Mariotti é o primeiro policial assassinado no estado neste ano. Em 2018, foram 123 agente de segurança mortos, segundo a polícia. A conta inclui policiais civis e militares, agentes penitenciários, da PF, da PRF e das Forças Armadas, guardas municipais e bombeiros.(Fonte: G1 RJ)