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O secretário de Segurança do Maranhão, Jefferson Portela, falou em entrevista ao repórter Alex Barbosa, da TV Mirante, sobre o caso da estudante Karina Brito Ferreira, 23 anos, morta por engano durante uma operação da Polícia Militar em Balsas, a 810 quilômetros de São Luís.

De acordo com o secretário, houve erro e o procedimento de ação não foi seguido no caso. “Nós temos procedimentos de ação policiai. Elas devem ditar nossa intervenção de rua, a nossa intervenção de combate. O procedimento não foi seguido. O inquérito policial vai, de modo oficial, dizer que aconteceu isso: ‘o posicionamento era esse, o raio de visão era esse, a postura adotada foi esta e o que aconteceu foi ali’. Porque não podemos alimentar versões, nós temos agora – como instituição pública de segurança – que apurar o fato” afirmou.

Na ocasião, o secretário disse que o carro das jovens fugiu de um carro policial descaracterizado, mas que mais a frente ‘furou’ uma barreira formada por veículos caracterizados, o que aumentou a tensão entre os policiais. “Um evento lamentável que iniciou com esse furo da barreira e teve esse resultado não desejado” disse na época durante entrevista coletiva na sede da SSP-MA.

A polícia ainda não recebeu o resultado da perícia feita no carro onde estavam Karina Brito, e a irmã dela, Kamila, que foi atingida no braço pelos tiros. O laudo da necropsia ainda não foi divulgado pelo Instituto Médico Legal de Imperatriz. Kamila Brito recebeu alta na manhã de hoje, retornou ao hospital no inicio da tarde para troca de curativo e depois prestou depoimento na delegacia.

Família contesta versão

A família da estudante contesta a versão da Secretaria de Segurança Pública de que o carro onde estava ela e a irmã dela, Kamila Brito Ferreira, que também foi atingida, teria furado uma barreira da Polícia Militar.

Segundo a professora Arlete Brito Ferreira, mãe de Karina e Kamila, a filha disse que em nenhum momento houve barreira policial. As filhas teriam se assustado com os policiais no meio da rua descaracterizados e apenas tentaram fugir.

Kamila confirmou a versão durante entrevista. “Se fosse a policia que tivesse combatido pra mim eu tinha parado, porque eu tenho CNH e o documento do carro é em dia. Eu não tenho motivo nenhum pra fugir da polícia. Agora, eu não ia parar para um desconhecido, não ia parar para o carro branco que parou na minha frente e desceu um monte de homem, porque numa cidade violenta, duas mulheres, duas horas da manhã, numa rua deserta, como eu ia parar?” questionou.

Entenda o caso

Karina Brito Ferreira foi morta na última quinta-feira (15) durante uma operação da Polícia Militar em Balsas para prender a quadrilha que tentou assaltar a agência do Banco do Brasil no município de Fortaleza dos Nogueiras. Na ocasião, Karina e a sua irmã, Kamila Brito Ferreira, foram confundidas com assaltantes.

O caso está sendo investigado por delegados da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) de São Luís. A polícia solicitou um laudo da perícia para tentar identificar de qual arma partiu o tiro que tirou a vida da estudante. O laudo deve ser divulgado em 20 dias. (G1MA)

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