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O forte terremoto de 6,2 graus de magnitude que devastou na madrugada de quarta-feira (24) vários povoados montanhosos do centro da Itália deixou ao menos 247 mortos, 350 feridos e centenas de desaparecidos, e os trabalhos de resgate prosseguem 27 horas após a catástrofe.

O último boletim oficial, fornecido pela Defesa Civil na manhã desta quinta-feira (25), aponta 247 óbitos, contra 159 mortos informados na noite de quarta-feira.

“É possível que o número de vítimas cresça”, advertiu durante a tarde o chefe de governo italiano, Mateo Renzi, que percorreu a zona afetada e prometeu ajuda para as famílias afetadas.

Equipes de socorristas trabalharam durante toda a noite, conscientes de que correm contra o tempo para encontrar e resgatar com vida pessoas presas sob os escombros.

Segundo fontes da imprensa, dezenas de pessoas continuam desaparecidas e, provavelmente, estão sepultadas vivas. Entre as vítimas fatais estão muitas crianças, além de uma família inteira – pai, mãe e duas crianças, que por horas os socorristas tentaram salvar.

Dezenas de bombeiros e policiais voluntários trabalham há horas, sem descanso, nas pequenas localidades de Amatrice e Accumoli, na região do Lacio, e Arquata del Tronto, na região de Marcas.

As três localidades ficaram devastadas e transformadas em montanhas de escombros, onde apenas sobressaíam algumas poucas construções de pé.

O tremor, que foi sentido em Roma e Veneza, acordou a população às 3h30 locais (22h30 de Brasília de terça-feira) e, desde então, foram registrados cerca de 200 abalos secundários.

O epicentro foi localizado perto de Nórcia, uma cidade da região da Umbria, a 150 km de Roma, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Os feridos mais graves estão sendo levados à capital da província, Rieti, assim como a hospitais de Roma e Florença em helicópteros.

As autoridades decidiram mobilizar o Exército para os trabalhos de resgate, que são particularmente complicados por se tratar de pequenas localidades montanhosas, e para garantir a segurança da população, pela temida chegada de ladrões.

Durante todo o dia, moradores e voluntários escavaram em meio a nuvens de poeira e inclusive com as próprias mãos as montanhas de pedras e pedaços de prédios e casas destruídas pelo terremoto.

Cães treinados para rastrear pessoas e celulares têm servido para localizar pessoas entre os escombros.

Os moradores das cidades mais afetadas se preparavam para passar sua primeira noite ao relento, enquanto as autoridades alinhavam os corpos em parques e jardins cobertos por cobertores e lençóis. (AFP)