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O governo do Acre acionou o Exército e a Polícia Federal para se somar à Polícia Militar e à Polícia Civil no combate à facção criminosa que provocou uma noite de terror em Rio Branco, capital do Estado, na madrugada desta quarta-feira (17).

Ao todo, 11 pontos foram alvos dos criminosos. A facção conseguiu incendiar a sede do Patrimônio Histórico de Rio Branco, uma delegacia, o Clube dos Oficiais dos Bombeiros e uma colheitadeira de arroz (esta no interior, no município de Sena Madureira).

A ordem para a sequência de atos de terror partiu de dentro do presídio estadual Francisco D’Oliveira Conde, onde uma facção criminosa regional mantém o controle de parte do tráfico e dá ordem para assassinatos no Acre.

A Polícia Civil conseguiu evitar que todo o planejamento da facção tivesse sucesso porque houve monitoramento dos telefones celulares durante oito meses. “Existe a possibilidade de transferência de presos”, afirmou o secretário de Estado de Segurança Pública, Emylson Farias. “A ação integrada com forças federais será forte e dentro da lei. Acima da lei, aqui no Acre, nada é permitido e nada será permitido. A resposta será dura”.

Na manhã desta quarta, três pessoas envolvidas com os crimes foram presas. Com elas, 115 quilos de maconha foram apreendidos.

A sequência de ações, afirma a polícia, é uma represália em decorrência da morte de um jovem que fazia parte da facção criminosa. A morte ocorreu na tarde de terça-feira (16), após o rapaz tentar fugir durante um assalto a uma residência na periferia de Rio Branco.

42 incêndio em Rio Branco

O Corpo de Bombeiros do Acre registrou 42 incêndios em 24h na capital acreana. Os números, confirmados pela corporação, são referentes às ocorrências registradas das 8h de terça-feira (16) às 8h de quarta-feira (17).

Rio Branco teve uma noite de atentados, principalmente em locais ligados à Segurança Pública, nesta terça.

Os atentados ocorreram em represália à morte de um homem de 18 anos em troca de tiros com a Polícia Militar após um assalto. A informação foi confirmada pelo secretário de Polícia Civil, Carlos Flávio Portela, que disse que a segurança foi reforçada ainda na madrugada de quarta.

O major do Corpo de Bombeiros, Cláudio Falcão, informou que das 42 ocorrências de incêndios, ao menos cinco teriam ligação com os atentados. As demais foram em áreas de vegetação densa e em terrenos.