Screenshot-2016-08-11-at-21.03.58

Campeã da Liga Brasileira de Basquete Feminino (LBF) de 2016, pelo Sampaio Corrêa, e uma das maiores referências de sua geração nesta modalidade esportiva, a jogadora maranhense Iziane, de 34 anos, ala da Seleção Brasileira, saiu de quadra nesta quinta-feira (11), chorando depois de mais uma derrota nos Jogos Olímpicos, desta vez para a França, pelo placar de 74 a 64, o que resultou na eliminação da equipe. Apesar do fracasso – esta foi a quarta derrota seguida – disse que pretende vencer a Turquia, para que o basquete feminino se despeça da Olimpíada “de cabeça erguida”.

Ao portal UOL, Iziane disse estar cansada de perder. “É assim que estou me sentindo.” Nesta Olimpíada, o time comandado por Antônio Carlos Barbosa sofreu com a falta de peças de reposição e deixou escapar as vantagens que construiu nos dois primeiros quartos. Responsável por apenas 6 dos 64 pontos da seleção contra a França, a ala reconheceu a falha coletiva e o desempenho abaixo do esperado do grupo.

O jogo com a Turquia será o último de Iziane, 34 anos, que agora tentará seguir carreira na política, pois na eleição deste ano será candidata a vereadora de São Luís pelo PSL. “Estou me despedindo e eu tenho toda uma história, além de estar fazendo minha última Olimpíada, em casa”, disse a jogadora, que também disputou os Jogos de Atenas-2004, mas ficou fora dos dois seguintes.

“Hoje não caiu c… nenhum!”, desabafou ela ao final do jogo contra a França, no qual ela errou quase todas as suas tentativas no último quarto. O Brasil perdeu os quatro jogos disputados até agora na Olimpíada, contra França, Austrália, Japão e Belarus. Diante das bielorrussas, Iziane e suas companheiras desperdiçaram uma vantagem de 18 pontos e levaram a virada.

A aposentadoria de Iziane e a eliminação nos Jogos Olímpicos abrem espaço para uma reformulação no basquete feminino. Segunda maior pontuadora do time brasileiro contra as francesas – anotou 16 pontos, cinco a menos do que Damiris -, Clarissa confirmou que a renovação no grupo é vital para que o Brasil volte a vencer.

“O ciclo terminou. O Brasil precisa voltar a ser a potência que é“, disse ela, acrescentando que “a geração do Brasil é boa. Merece carinho e atenção para continuar sendo lapidada”.

Do UOL