O relator do processo de impeachment no Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), defendeu seu parecer, que pede o prosseguimento da ação de julgamento da presidente afastada, Dilma Rousseff, ressaltando que as chamadas pedaladas fiscais foram reiteradas em 2015.

Segundo ele, o governo fez uma “cortina de fumaça” para esconder o uso de recursos de correntistas e dos investidores de bancos públicos. “Tais informações estavam sendo escondidas do povo brasileiro até então”, disse, em seu pronunciamento.

“Estamos diante de um autêntico caso de irresponsabilidade fiscal. Ao final, é a vida do cidadão comum que paga a conta dos gestores que desprezam o planejamento e a responsabilidade fiscal, em completa violação aos valores esculpidos em nossa Constituição.”

O relator defendeu que não tem no processo de impeachment qualquer conotação penal. “A porção jurídica é ponto de partida, e não de chegada. Por qualquer ângulo que se analise a questão, concluísse que houve crime comum e crime de responsabilidade autônomo.”