O marqueteiro João Santana deve declarar em sua delação premiada, negociada com a Procuradoria, que a presidente Dilma Rousseff (PT) havia garantido que não faltaria dinheiro para a campanha de sua reeleição, em 2014.

Contudo, o publicitário teria relutado em aceitar a fazer a campanha por ter tido problemas com o pagamento das eleições de 2010, segundo veiculado pela revista Veja.

Com a recusa, a presidente teria afirmado que não haveria atraso nos pagamentos e que o, até então, ministro Guido Mantega realizaria o pagamento do caixa dois.

A revelação do marqueteiro vai contra as declarações de Dilma. Em junho, ao ser questionada, a presidente afastada assegurou não ter conhecimento de caixa paralelo em sua campanha.

Além da petista, outros políticos deverão ser citados na delação, como o ex-presidente Lula e Fernando Haddad.