A Operação LILLIPUT da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta terça-feira (12), que culminou com a prisão do empresário e dono da Dimensão Engenharia, Antônio Barbosa de Alencar, descobriu um forte esquema de pagamento de propina não somente para auditorias da receita federal, mas também para políticos.

Fontes revelam que há anos o delegado da federal Vitor Fernandes iniciou a investigação sobre Barbosa. Porém, um fato curioso chamou atenção dos investigadores: uma delação delação na Polícia Federal que aponta Ricardo Murad em esquema de propina da Dimensão.

O áudio bombástico (delação) revela que Murad, quando ex-secretário de Saúde do Maranhão, recebeu benefícios (propina) em uma obra de milhões executada na cidade de São Luís pela Dimensão Engenharia e Construções.

Segundo o delator, a propina teria saído da obra da sede da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) do Maranhão, situado na Avenida Carlos Cunha, no bairro do Jaracati, que teve custo de 25.023.308,28 (vinte e cinco milhões, vinte e três mil, trezentos e oito reais e vinte e oito centavos). O contrato inicial da Dimensão foi de R$ 22.008.710,08 (vinte e dois milhões, oito mil, setecentos e dez reais e oito centavos), sendo aditivados por duas vezes.

Ricardo Jorge Murad, cunhado da ex-governadora Roseana Sarney, ambos do PMDB, é um dos citados pelo delator da Operação que prendeu o empreiteiro Barbosa, pela acusação de sonegar milhões e impostos federais e pagamento de propina. (Fonte: Neto Ferreira)