depositphotos_58653333-Broken-compassmenos de 40 dias que antecede o início da Propaganda Eleitoral Gratuita, o “ponta –pé” inicial da Campanha Eleitoral de 2016, muitos políticos ainda estão perdidos. Alguns, ainda não atentaram para as mudanças na legislação eleitoral tais como, as alterações em datas, períodos e novas regras.

Talvez falte interesse por parte da classe, em estudar e entender as mudanças da nova Lei Eleitoral.?Será mesmo necessário viver a primeira experiência, para aprender a preparar-se melhor para uma batalha que pede novo conhecimento? Quem sabe, até ser derrotado para reconhecer que muita coisa mudou?

A pré-campanha para muitos pré-candidatos, foi trabalhada como se estivessem em plena campanha eleitoral, até carro plotado circulou em alguns municípios do Maranhão, tudo isso se dá devido a falta de conhecimentos da Lei Eleitoral com a Minirreforma,  vimos que tanto a situação, como a oposição, estão de braços cruzados a mercê da velha política.

Quem já tem popularidade, e o eleitor conhece bem o histórico deste candidato e o aprova, poderá estar mais favorável para disputar às eleições majoritárias ou proporcionais de 2016, enquanto aqueles, que não tem popularidade, vão se candidatar pela primeira vez, se não aproveitaram as mídias sociais para executar uma pré-campanha projetada, embasada na criação da boa imagem do pré-candidato e conteúdos que venham somar pra ganhar eleitores, poderão correr o risco de um fracasso nas urnas.

Vejam bem: teremos 47 dias de Propaganda e Campanha Eleitoral, portanto os candidatos, terão que realizar uma campanha nesse curto espaço de tempo, que antes faziam em 90 dias, daí a pergunta: o que fazer em 47 dias de Campanha Eleitoral? Como começar a Campanha? Quanto posso e vou precisar gastar? terão um turbilhão de perguntas sem respostas e a incerteza de uma campanha bem sucedida. Não se faz mais campanha eleitoral como antigamente, esta é  a primeira verdade que os pré-candidatos precisam saber. Toda mudança pede uma reforma, um novo modelo de ações, uma nova comunicação, e as mudanças na reforma eleitoral, pede um novo jeito de se fazer política. Reconheça que o eleitor mudou, está mais exigente, sabe o que quer e não dá mais para tratá-lo como mercadoria confiável. O velho e antigo método corrupto de se fazer política, está ultrapassado, talvez um pré-candidato já mal acostumado,  recorra ate mesmo seus bens próprios para investir na sua campanha e ainda sair derrotado nas urnas.

O que podemos observar neste ano de eleições, quando a mídia mostrou as maiores descobertas de corrupção no Brasil, onde a Presidente foi afastada, e “grandes” nomes da Política Brasileira, caíram com a chamada “Operação Lava Jato”, muitos políticos para não serem confundidos com os demais, fugiram dos seus Partidos Políticos para ingressar em outros,  correram e mudaram de partido político até mesmo para novos partidos, criados recentemente. Eu me pergunto: Desde quando uma sigla modifica caráter de alguém? A casa caiu? então vamos varrer, lavar, limpar reformar e colocar dentro dela, aqueles com nova visão para uma política renovada, voltada para o interesse do povo brasileiro, que tanto sofre as consequências de uma política suja e irresponsável. Construir uma casa nova e dentro dela permanecer os mesmos moradores, nada vai ter mudança, nada será novo, se as ideias e pensamentos são dos mesmos que formavam os velhos partidos. Que importa se as siglas sejam: PT ou TP? PMDB ou DBMP? O que precisamos mudar são os políticos! Dessa forma, os partidos  serão de fato novos!

Perdeu a bússola? Pare!!! Busque ajuda de profissionais qualificados, forme sua equipe com pessoas confiáveis, conheça seus adversários, pesquise, vigie!  Com o apoio de profissionais, monte o projeto de execução da sua Campanha Eleitoral com base na realidade, dificilmente se chegará á vitória, se não tiver Planejamento e Organização de Campanha, o tempo é curto, a hora é essa! Não prossiga  a caminhada sem direção.

(Por Sande Moraes – Consultora Política)