A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou junho com alta de 0,35%, ante uma variação de 0,78% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a menor taxa mensal registrada desde agosto de 2015. Como resultado, a taxa acumulada no ano foi de 5,09%. Nos 12 meses encerrados em junho, o IPCA acumula alta de 8,84%%, ainda muito acima do teto da meta do governo, de 6,5%.

Na passagem de maio para junho, o ritmo de aumento de preços desacelerou em sete dos nove grupos de produtos e serviços que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
As passagens aéreas recuaram 4,56% em junho. O litro da gasolina caiu 1,22%, enquanto o etanol ficou 0,64% mais barato. No extremo oposto, os alimentos tiveram um impacto positivo de 0,18 ponto porcentual sobre a inflação, resultado de um aumento de 0,71% nos preços em junho (ante alta de 0,78% em maio).

Alimentos – Apenas dois produtos alimentícios foram responsáveis por 60% da inflação de junho, informou o IBGE. O quilo do feijão-carioca ficou 41,78% mais caro em junho, uma contribuição de 0,11 ponto porcentual para a taxa de inflação.

Já o litro do leite longa vida aumentou 10,16%, um impacto de 0,10 ponto porcentual. “A resistência dos preços está nos alimentos, é na alimentação, que depende do clima”, explicou a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. “O feijão-carioca é o mais consumido no país. Não tem em outro lugar, não dá para importar. Tem se importado o feijão preto”, completou.

No caso do leite, os pecuaristas estão gastando mais com a ração para o gado, por conta de problemas com o pasto e pela redução na safra nacional de milho.

Juntos, o feijão-carioca e o leite longa vida deram uma contribuição de 0,21 ponto porcentual para o IPCA. Outras altas relevantes em junho foram do feijão-mulatinho; feijão-preto; feijão-fradinho; manteiga; chocolate em barra e bombom.

Deflação

Queda – O segmento de transportes foi o único no IPCA do mês que apresentou deflação, que é queda de preço. A redução em junho, no entanto, foi menos intensa em relação ao índice de maio.