O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse neste domingo que ordenou que “ataques massivos” em Gaza, no terceiro dia de escalada de tensão na fronteira.
Um foguete disparado de Gaza matou um civil israelense no domingo, enquanto quatro palestinos, pelo menos dois deles armados, foram mortos em ataques israelenses nos confrontos mais sérios desde uma onda de hostilidades, em novembro.
O Exército israelense informou que mais de 450 foguetes, muitos deles interceptados pelo sistema antimísseis Iron Dome, foram disparados contra cidades e aldeias do sul de Israel desde sexta-feira. Os militares atacaram cerca de 220 alvos atribuídos a grupos rivais em Gaza.
“Hoje de manhã instruí as Forças de Defesa de Israel a continuarem com ataques massivos contra os terroristas na Faixa de Gaza e também instruímos que as forças ao redor da Faixa de Gaza sejam intensificadas com tanque, artilharia e infantaria”, destacou Netanyahu, que também é ministro da Defesa, em nota.
Israel informou que realizou um bombardeio direcionado contra o financiador de facções armadas palestinas. As forças do país mataram um comandante do Hamas na faixa de Gaza, neste domingo, no que o Exército israelense descreveu como um ataque direcionado. Palestinos disseram que esta foi a primeira ação do tipo desde a guerra de 2014 no enclave. Em comunicado, os militares ressaltaram que Hamed Ahmed Abed Khudri era responsável por transferir fundos do Irã para grupos armados de Gaza. Testemunhas apontaram que ele morreu dentro do carro, alvo do ataque.
A última rodada de violência começou há dois dias, quando um atirador do movimento da Jihad Islâmica disparou contra as tropas israelenses, ferindo dois soldados, segundo os militares israelenses. O grupo acusou Israel de atrasar a implementação de entendimentos anteriores, corroborados pelo Egito, com o objetivo de acabar com a violência e aliviar as dificuldades econômicas na região.
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