Olavo de Carvalho, que indicou Vélez, prevê sua queda e o chama de ‘traiçoeiro

Após a sinalização do presidente Jair Bolsonaro (PSL) dada ontem, de que o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, pode ser demitido na segunda-feira, o escritor Olavo de Carvalho, que é influente no governo, disse em seu perfil no Facebook que não irá lamentar a suposta demissão do ministro.
“Conheci o Prof. Vélez por seus livros sobre a história do pensamento brasileiro, publicados mais de 20 anos atrás. Nunca tomei conhecimento das suas obscenas tucanadas e clintonadas, que teriam me prevenido contra seu comportamento traiçoeiro”, escreveu Olavo, para então concluir: “Não vou fazer nada contra ele, mas garanto que não vou lamentar se o botarem para fora do ministério”.
A publicação de Olavo é mais um revés para o ministro Vélez, que assiste a pedidos de demissão sucessivos na pasta, além de um permanente conflito entre alas militaristas, técnicas e olavistas dentro do MEC.
Em março, Olavo já havia feito publicações contra o ministro, inclusive atacando-o com palavrões. O ministro, no entanto, foi levado ao cargo no começo do ano justamente por indicação do escritor, de quem se distanciou ao demitir funcionários próximos a ele, considerado um “guru” do governo Bolsonaro.
Ontem, em café da manhã com jornalistas, Bolsonaro disse que Vélez “não está dando certo” como comandante do MEC. “É uma pessoa bacana, honesta, mas está faltando gestão, que é uma coisa importantíssima”, disse o presidente, marcando para a próxima segunda-feira a decisão sobre a “situação da Educação”.
“Não está decidido ainda, tudo pode acontecer”, disse. Ele destacou que a Educação é um dos ministérios mais importantes e, por isso, “tem que funcionar redondinho”.
Barroso critica politização da educação
Na avaliação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso, a educação entrou “no racha geral da política” e os governos não se preocupam em procurar os melhores nomes e projetos na hora de fazer indicações.
“A educação, que todo mundo diz que é prioritária, entrou no racha geral da política. Ninguém se preocupou, como se preocupou com a economia, quem são os melhores nomes [para os cargos públicos], os melhores projetos que têm dado certo pelo mundo afora”.
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