O governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL) decretou situação de emergência social por conta do intenso processo de imigração de venezuelanos para o estado. A decisão foi publicada no Diário Oficial e é válida por 180 dias.
Na prática, o decreto dá autonomia para que as secretarias do Trabalho e Bem-Estar Social, da Educação e Saúde adotem as medidas necessárias para promover ações de assistência social de proteção às pessoas em situação de vulnerabilidade.
No documento assinado pelo governador, a Segurança também fica em alerta máximo. O texto cita a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejuc), Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes) Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e as polícias Civil e Militar.
Essas áreas ficarão sob prévia articulação com a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC).
Nesta quinta (21), o Exército Brasileiro informou que o número de venezuelanos que chegam diariamente ao país voltou ao subir. É a primeira vez que isso acontece desde o fechamento da fronteira terrestre, em 21 de fevereiro. Atualmente, a média é de 400 imigrantes atendidos por dia no Posto de Triagem de Pacaraima (RR), cidade que faz fronteira com a Venezuela. É lá que os refugiados formalizam pedidos de asilo, residência temporária ou visto de turismo, além de serem vacinados para entrar no Brasil.
Não é a primeira vez que Roraima decreta situação de emergência. Em 2017, a então governadora do estado, Suely Campos (PP), adotou a mesma medida. Também em decorrência da intensa imigração venezuelana.
Apagões
Sem a energia da Venezuela e contando apenas com as térmicas locais, a capital de Roraima têm enfrentado apagões. Nesta quinta-feira (21), foram registradas novas quedas de energia em vários bairros da Zona Oeste de Boa Vista.
De acordo com a Roraima Energia, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica no estado, os apagões ocorreram por conta de um desligamento de carga para a manutenção em unidades geradoras.
O fornecimento de energia em Roraima, que era abastecida pelo Linhão de Guri, vem sendo integralmente mantido pelas usinas termelétricas locais. A mudança teve início há 15 dias, após um longo apagão na Venezuela, de quem o estado é dependente do ponto de vista energético.
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