O presidente Michel Temer parabenizou nesse domingo (28) seu sucessor Jair Bolsonaro e decidiu autorizar o eleito a receber reforço em sua segurança pessoal e a se deslocar em aeronave da Força Área Brasileira (FAB) durante a transição.
“Terminada a eleição, é hora de todos, unidos, continuarmos a trabalhar pelo Brasil”, disse Temer em suas redes sociais, após ligar para Bolsonaro.
O plano da Polícia Federal, responsável pela proteção do capitão da reserva do Exército até a posse, é dobrar o efetivo de agentes que o acompanharam na campanha, de 30 para 60.
Como medida de segurança também, o Palácio do Planalto vai ceder a Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência, para que o militar permaneça durante o processo de troca do governo.
O local, poucas vezes visitado pelo atual presidente, serviu de domicílio durante as transições governamentais aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, e Dilma Rousseff, em 2010.
Caso receba Bolsonaro, precisará passar antes por pequenas reformas, como a pintura de paredes e a troca dos tapetes, que acabaram sofrendo deterioração com o tempo.
O reforço na segurança pessoal do presidente eleito é uma prerrogativa assegurada pela legislação que regulamenta a transição.
Detalhes — Na quinta-feira, a quatro dias da eleição, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, se reuniu em Brasília com o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para discutir detalhes da mudança de governo.
No encontro, Padilha comunicou a Lorenzoni os detalhes do processo, como a indicação por parte de Bolsonaro de uma equipe de 50 pessoas, que serão nomeadas pela Casa Civil após serem apontadas pelo presidente eleito.
O grupo será coordenado pelo parlamentar e despachará na sede local do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Os integrantes da equipe de transição terão direito a salário, que vai variar de R$ 2.585 a R$ 30.934, e passagem de deslocamento à capital federal. A oferta de auxílio-moradia será analisada caso a caso pelo governo federal.