Helder Barbalho, do MDB, foi eleito neste domingo (28) governador do estado do Pará. Ele derrotou nas urnas Márcio Miranda, do DEM, com quem disputou o segundo turno das eleições. O resultado só foi confirmado com 92% das urnas apuradas, por volta das 18h50, quando Helder alcançou 55,22% dos votos (1.922.718 votos); e Márcio Miranda, 44,78% (1.559.075 votos) .
Helder Barbalho tem 39 anos. Ele nasceu na capital Belém, no dia 18 de maio de 1979, filho de Jader Barbalho e Elcione Barbalho, ambos políticos pelo MDB. Formou-se em administração pela Universidade da Amazônia (Unama).
Helder estreou na política como vereador de Ananindeua, região metropolitana de Belém, em 2000. Dois anos depois, em 2002, elegeu-se deputado estadual. Nas eleições de 2004, foi eleito prefeito de Ananindeua. Em 2008, foi reeleito com 50% dos votos. Em 2014, candidatou-se ao cargo de governador do Pará, mas foi derrotado por Simão Jatene, do PSD.
Em dezembro de 2014, durante o segundo mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT), Helder foi ministro da Pesca e Agricultura. No mesmo ano, p ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito sobre o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB-PA). Ele é suspeito de receber R$ 1,5 milhão não contabilizado durante sua campanha ao governo do Pará em 2014. O senador Paulo Rocha (PT-PA) também é citado no mesmo inquérito.
O pedido faz parte de investigações pedidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) com base nas delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht.
Segundo o Ministério Público, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Mário Amaro da Silveira relatam que Barbalho recebeu R$ 1,5 milhão durante sua campanha ao governo do Pará em 2014, pago em três parcelas. A Odebrecht desejava atuar como concessionária da área de saneamento básico no estado.
O próprio Barbalho, Rocha e o prefeito de Marabá, João Salame (PROS-PA), teriam solicitado o dinheiro, repassado através do Setor de Operações Estruturadas do grupo Odebrecht. O então candidato era conhecido pelo apelido de “Cavanhaque”.
Em nota, o ministro nega que tenha cometido ilegalidades. “Todos os recursos que recebeu como doações para sua campanha em 2014 foram devidamente registradas junto ao TRE-PA, que aprovou todas as suas contas”, afirma.
Após a extinção do Minitério da Pesca, por meio da reforma ministerial, ele assumiu como ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos. Helder pediu demissão da secretaria em 20 de abril de 2016. Em seguida, foi nomeado ministro da Integração Nacional pelo presidente Michel Temer (MDB). (G1PA)

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