O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa declarou na manhã deste sábado (27), que irá votar em Fernando Haddad (PT). Por meio de sua conta no Twitter, o advogado disse que “votar é fazer uma escolha racional”.
Barbosa continua o texto dizendo que analisou aspectos positivos e negativos dos dois candidatos. “Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad”, escreveu.

A última vez que o ex-ministro do STF havia usado sua conta no Twitter foi em maio deste ano, para dizer que não seria candidato à Presidência. “Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a Presidente da República. Decisão estritamente pessoal”, escreveu à época.
Barbosa desautoriza Bolsonaro sobre mensalão
Depois de declarar seu voto ao candidato Fernando Haddad (PT), Joaquim Barbosa usou novamente sua conta no Twitter, desta vez para rebater mensagens do candidato Jair Bolsonaro (PSL).

“Desde 2014, jamais emiti opinião sobre a conhecida Ação Penal 470. Mudei de atividade profissional. Virei a página. Mas vou esclarecer às pessoas sem conhecimento técnico o seguinte: 1) a AP 470 envolvia sobretudo líderes e presidentes de partidos”, escreveu.
“Bolsonaro não era líder nem presidente de partido. Ele não fazia parte do processo do mensalão. Só se julga quem é parte no processo. Portanto, eu jamais poderia tê-lo absolvido ou exonerado. Ou julgado. É falso, portanto, o que ele vem dizendo por aí”, completou.
As mensagens do ex-presidente do STF são resposta a um vídeo divulgado pelo candidato do PSL, pouco depois de Barbosa tornar público seu voto para presidente.
No fim da manhã deste sábado (27), o capitão reformado postou uma gravação da época do processo do mensalão com a legenda: “Em suas redes sociais, Joaquim Barbosa divulga voto em Haddad, mas já está na história que ele mesmo disse que só Bolsonaro não foi comprado pelo PT no esquema de corrupção conhecido como mensalão”. (Redação/Eleições 2018)

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