Nessa quinta-feira (16), o réu Dielson Brandão foi condenado a 35 anos de prisão por ter matado, a pauladas, mãe e filha na cidade de Cantanhede.

Conta nos autos que, Dielson dos Santos Brandão matou as duas mulheres a golpes de porrete, no dia 18 de maio de 2014, na rua Santa Bárbara. As vítimas foram Luciane Ferreira da Silva Teixeira e a filha dela, Anny Vitória Teixeira Rodrigues, de apenas 4 anos de idade. O acusado ainda vilipendiou o cadáver de Luciane.

Relata a denúncia que Dielson adentrou na residência das vítimas, de quem era vizinho, após pular o muro e a janela, a fim de furtar objetos com o objetivo de trocar por entorpecentes. Ao iniciar a busca por algo de valor, já dentro da residência, escutou um barulho, ocasião em que pensou ter sido observado pela vítima Luciane.

Ato contínuo, com receio de que ela o denunciasse, Dielson resolveu retornar ao quintal de casa e armou-se com um pedaço de madeira, voltando logo em seguida à casa das vítimas. Em seguida, ele entrou no quarto em que as vítimas estavam e, sem que estas percebessem, desferiu vários golpes na cabeça da vítima Luciane, causando morte instantânea. Ao perceber que a criança estava acordando, ele resolveu, também, aplicar-lhe vários golpes na cabeça causando a sua morte. Como se não bastasse, após a prática do duplo homicídio, o denunciado ainda vilipendiou o cadáver de Luciane.

Na época do crime, o marido de Luciane, João de Deus, havia sido apontado como principal suspeito e chegou a ser preso pela Polícia Militar. As investigações apontaram um novo suspeito do duplo homicídio, Dielson dos Santos Brandão, vizinho das vítimas. Ele foi conduzido à delegacia regional de Itapecuru-Mirim e acabou confessando a ação criminosa e relatou detalhes do crime bárbaro. O assassinato de mãe e filha causou grande comoção na população de Cantanhede.

O conselho de sentença decidiu pela condenação de Dielson dos Santos Brandão e a soma das penas chegou a 35 anos e 9 meses de reclusão, a ser cumprida em regime fechado.

Outro julgamento em Cantanhede

Na última terça-feira (14), José Domingos foi condenado a 16 anos e meio de cadeia, sob acusação de ter matado Benedito Hortegal. Segundo a denúncia do Ministério Público, José Domingos matou Benedito em janeiro de 2008, por volta das 15h30, no povoado Chica Magra, efetuado disparos de arma de fogo, por motivo fútil.

Consta no inquérito policial que, no dia e hora acima mencionados, o denunciado foi até o barraco de João Capoeiro e pediu a seu filho, Magno Morais Cruz, que lhe emprestasse sua espingarda, pois iria para caçar. Como João não estava presente, o acusado pegou a arma e disse que mataria um. Como o denunciado possuía uma rixa com a vítima, ele dirigiu-se logo ao roçado de Benedito Hortegal, momento em que efetuou o disparo.

Os dois julgamentos foram presididos pelo juiz Paulo do Nascimento Júnior, titular de Cantanhede. Outros júris estão marcados para a comarca, o de Charles Pereira dos Santos (dia 21 de novembro), Francisco da Luz (dia 28 de novembro), e Fábio da Silva Moreira, júri marcado para o dia 30 de novembro e que encerra a pauta em Cantanhede.