Pedido ocorre após depoimento ao juiz Sergio Moro, em que o ex-ministro afirmou que o ex-presidente Lula fez ‘pacto de sangue’ com a empreiteira Odebrecht

Palocci é acusado pelo PT de trair a legenda, depois de depoimento comprometedor contra Lula e Dilma/Foto: AFP

Antonio Palocci Filho, ex-ministro dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, pediu nesta terça-feira (26) desfiliação do PT. O pedido acontece após a legenda suspendê-lo por 60 dias. Palocci afirma que recebeu a notícia da suspensão “com estranheza”.

O pedido de desfiliação foi feito por carta enviada a senadora Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT. “Somos um partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso ou somos uma seita guiada por uma pretensa divindade? Chegou a hora da verdade para nós. De minha parte, já virei essa página”, escreveu.

Palocci, em depoimento ao juiz federal Sergio Moro, disse que o ex-presidente Lula fez “pacto de sangue” com a empreiteira Odebrecht. Segundo Palocci, Lula garantiu que a empreiteira continuaria a ser beneficiada no governo de Dilma. Em troca, a Odebrecht teria comprado apartamento e um terreno para o Instituto Lula.

Palocci foi preso em setembro de 2016. Em junho deste ano, o ex-ministro foi condenado por Moro a mais de 12 anos de prisão.

Palocci, que já foi prefeito de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, está no partido desde a década de 1980, quando o partido foi fundado.