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A Eletrobras apresentou lucro líquido de cerca de R$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre de 2017, em comparação com prejuízo líquido de R$ 3,9 bilhões no mesmo período de 2016, de acordo com balanço divulgado no final da noite de sexta-feira (12).

“O efeito da alienação de ações da Celg-D em participações societárias representou o impacto positivo de R$ 1,525 bilhão”, afirmou a Eletrobras em nota, lembrando que o leilão da distribuidora goiana foi realizado em novembro de 2016 e o contrato de venda da empresa assinado em fevereiro deste ano.

A empresa informou ainda que a receita operacional líquida passou de R$ 6,761 bilhões no primeiro trimestre do ano anterior para R$ 8,97 bilhões no primeiro trimestre de 2017, sobretudo em função do reconhecimento contábil referente à Rede Básica do Sistema Existente (RBSE – ativos de transmissão antes de 2000) de R$ 1,553 bilhão.

Outro fator positivo foi a redução da provisão relativa a processos judiciais envolvendo empréstimo compulsório, que passou de R$ 2,814 bilhões no primeiro trimestre de 2016 para reversão de R$ 142 milhões no primeiro trimestre de 2017.

A empresa informou ainda que agregou 101 MW de capacidade instalada de geração de energia e 115 km de linhas de transmissão. O Ebitda gerencial foi de R$ 1,413 bilhão

Amazonas energia

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., disse nesta segunda-feira (15) que uma disputa com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em torno de dívidas de sua subsidiária de distribuição de eletricidade no Amazonas pode atrasar a venda da companhia, inicialmente prevista acontecer até o final do ano.

A agência reguladora disse no final de março que a Amazonas Energia recebeu cerca de R$ 3,7 bilhões indevidamente entre 2009 e 2016 de um fundo do setor elétrico, a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). A Eletrobras está recorrendo do resultado da fiscalização.

“O recurso é um direito, e no caso do gestor público, uma obrigação, seja no campo administrativo, seja no judicial. Não tenho dúvida de que isso pode atrapalhar o cronograma da privatização”, afirmou Ferreira, em teleconferência de resultados da companhia.

Apesar do temor quanto ao andamento do negócio, ele ressaltou que a decisão de vender a subsidiária “já foi tomada”. (Reuters)