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Seis meses depois da votação, as polêmicas envolvendo as eleições presidenciais dos Estados Unidos continuam em alta. O presidente do país, Donald Trump, planeja convocar por decreto uma comissão para revisar supostas fraudes eleitorais e a exclusão de votos no sistema norte-americano. A informação foi confirmada por três autoridades da Casa Branca.

Enquanto o presidente pretende instalar investigações oficiais, um grupo de 20 procuradores gerais norte-americanos, todos democratas, pediu nessa quinta-feira (11), em uma carta ao vice-procurador geral dos Estados Unidos, Rod Rosenstein, a nomeação de um promotor especial independente para continuar a investigação sobre a aparente interferência russa no processo eleitoral do ano passado.

De acordo com uma autoridade da Casa Branca, a comissão a ser convocada por Trump deve ser liderada pelo vice-presidente, Mike Pence, e pelo secretário de Estado de Kansas, Kris Kobach. O grupo vai analisar alegações de votos ilegais e registros de votação fraudulentos nos Estados e também nacionalmente.

Trump alegou, após vencer as eleições presidenciais, que entre 3 milhões e 5 milhões de pessoas votaram de forma ilegal a favor da democrata Hillary Clinton. Segundo uma das autoridades ouvidas, a comissão incluirá representantes de democratas e republicanos, além de políticos que ocupam cargos públicos atualmente e alguns que já ocuparam anteriormente.

Já os procuradores gerais são liderados pela procuradora geral de Massachusetts, Maura Healey. Na mensagem a Rosenstein, o grupo afirma que apenas a nomeação de um promotor especial independente “com plenos poderes e recursos pode começar a restaurar a confiança pública”.

A carta é assinada pelos procuradores gerais da Califórnia, Connecticut, Delaware, o Distrito de Colúmbia, Havaí, Iowa, Illinois, Maine, Maryland, Minnesota, Novo México, Nova Iorque, Carolina do Norte, Oregon, Vermont e Washington.

Chuck Schumer, líder democrata no Senado, já havia pedido a designação de um procurador especial para continuar a investigação, mas a Casa Branca rejeitou enfaticamente os apelos da oposição.

Demissão no FBI – A repentina demissão de James Comey como diretor do FBI, a Polícia Federal norte-americana, não interrompeu a investigação em andamento sobre a interferência da Rússia na eleição de 2016 nos Estados Unidos, garantiu o diretor interino da instituição, Andrew McCabe. “Não houve qualquer esforço de impedir nossa investigação. Ninguém pode impedir que os homens e as mulheres do FBI façam o correto: proteger os americanos e defender a Constituição”, declarou, perante a Comissão sobre Assuntos de Inteligência no Senado americano.

Já os procuradores democratas classificaram a demissão como uma “violação da confiança pública”.

Encontro

Putin – Os presidentes Donald Trump (EUA) e Vladimir Putin (Rússia) devem ter se encontrar pela primeira vez em julho, em paralelo à reunião do G-20, que acontecerá na Alemanha.