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Uma adolescente, de 17 anos, participante do jogo ‘Baleia Azul’ pulou do muro de seis metros do imóvel onde mora com a família em Teófilo Otoni, na região do Jequitinhonha, no interior de Minas. A jovem foi socorrida imediatamente e segue internada o hospital da cidade.

Conforme consta no boletim de ocorrência, a jovem teria confirmado que participa do jogo e que já havia cortado o antebraço, conforme determinado pelos administradores do desafio.

No início da manhã dessa quinta, a jovem teria sido desafiada a tirar sua própria vida. Em seguida, ela tentou quebrar o celular e, em seguida, foi até o muro dos fundos de casa, onde se jogou.

Os pais da jovem acionaram rapidamente o socorro médico ao perceberem que jovem estava caída no chão. Ela foi encaminhada para uma Unidade de Pronto-atendimento (UPA) da cidade, mas devido aos ferimentos foi transferida para um hospital do município.

Os nomes da jovem e do hospital para onde foi encaminhada não foram revelados, o que impossibilitou a identificação de seu estado de saúde.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil para saber se um inquérito foi aberto e se o celular da adolescente foi apreendido e aguarda um retorno.

Casos em Minas – O primeiro caso registrado no Estado aconteceu em Pará de Minas, na região Central do Estado, onde um jovem, de 19 anos, se matou dentro de casa. Outros dois casos registrados em municípios mineiros de Manhuaçu e Leopoldina também são investigados.

A reportagem também aguarda resposta da Polícia Civil sobre os números atualizados dos casos de ‘Baleia Azul’  investigados no Estado.

Intervenção federal – Em abril, após receber uma solicitação de um grupo de deputados federais, o ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Osmar Serraglio, solicitou que a Polícia Federal (PF) investigue os responsáveis pelo jogo no país.

A reportagem entrou em contato com a PF para saber se algum administrador desses grupos já foi identificado.

Saiba mais – O jogo “Baleia Azul” começou na Rússia e consiste em incitar os participantes, geralmente em grupos secretos no Facebook, a completar 50 desafios, que conduzem lentamente à morte.

Ao entrar no grupo, o jogador recebe tarefas do administrador, que envia as mensagens normalmente às 4h20. No começo, as determinações são mais simples: desenhar uma baleia em uma folha, passar a noite em claro ouvindo música triste ou vendo filme de terror.

Depois, elas vão ficando mais perigosas: os participantes são ordenados a tatuar uma baleia no braço com uma faca ou uma lâmina de barbear.

O jovem que decidir deixar o jogo antes de concluir os 50 desafios é impedido pelo curador – administrador -, que ameaça os participantes. Essa intimidação ocorre da seguinte forma: o responsável pelo grupo mostra o endereço residencial do participante e de seus familiares e declara que se ele sair do grupo, todos serão mortos.

Crença – Há uma crença popular que diz que a baleia azul seria capaz de se suicidar indo voluntariamente encalhar na praia e isto teria inspirado a “brincadeira”. (Por Camila Kifer)