O papa Francisco em missa no Vaticano. Max Rossi /Reuters
O papa Francisco em missa no Vaticano. Max Rossi /Reuters

O papa Francisco pediu neste domingo (30) respeito pelos direitos humanos e fim da violência na Venezuela, onde quase 30 pessoas morreram neste mês.

Em seu pronunciamento semanal para dezenas de milhares de pessoas na praça de São Pedro, o pontífice criticou a “grave crise humanitária, social, política e econômica que está exaurindo a população”.

A oposição venezuelana exige eleições, autonomia para a legislatura onde tem maioria, canal de ajuda humanitária do exterior para aliviar a crise econômica e também liberdade para mais de 100 ativistas detidos pelo governo do presidente Nicolás Maduro.

Maduro, por sua vez, afirma que todos estão atrás das grades por crimes cometidos, e alega que Lopez, de 45 anos, é o líder de um possível golpe. As conversas lideradas pelo Vaticano entre o governo e a oposição foram derrubadas. Francisco disse a repórteres, no avião que retornou do Cairo neste sábado, que "condições muito claras" eram necessárias para que as negociações fossem retomadas. Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

“Faço um sincero apelo ao governo e a todos os componentes da sociedade venezuelana para evitar mais formas de violência, respeitar os direitos humanos e buscar solução negociada”, disse o papa.

A oposição diz que Leopoldo Lopez, chefe encarcerado do radical Partido Vontade Popular, e outros são prisioneiros políticos e que as detenções simbolizam a entrada de Maduro na ditadura.

Maduro, por sua vez, afirma que todos estão atrás das grades por crimes cometidos, e alega que Lopez, de 45 anos, é o líder de um possível golpe.

As conversas lideradas pelo Vaticano entre o governo e a oposição foram derrubadas.

Francisco disse a repórteres, no avião que retornou do Cairo neste sábado, que “condições muito claras” eram necessárias para que as negociações fossem retomadas. (Da Reuters)