Michel Temer tem visto sua popularidade cair a cada pesquisa Foto: Miguel Schincariol/AFP
Michel Temer tem visto sua popularidade cair a cada pesquisa Foto: Miguel Schincariol/AFP

A popularidade do presidente Michel Temer (PMDB) continua em queda e sua aprovação já se equivale, na margem de erro, à do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apontado como o político mais rejeitado do país. É o que apontou a pesquisa mensal Pulso Brasil, do instituto Ipsos, realizada com 1.200 pessoas entre os dias 1º e 12 deste mês.

De acordo com os dados, o índice das pessoas que desaprovam Temer alcançou 87%. No caso de Eduardo Cunha esse índice é de 90%. A margem de erro do estudo é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Os que aprovam Temer são 10%, enquanto 4% dizem não saber ou não conhecê-lo o suficiente para avaliar. Já em relação a Eduardo Cunha, hoje preso em Curitiba pela operação Lava Jato, os índices foram de 2% e 9%, respectivamente.

O terceiro político mais rejeitado é Renan Calheiros (PMDB). O senador por Alagoas é reprovado por 82% e aprovado por 3%. Outros 16% dizem que não têm conhecimento para opinar.

Petistas e tucanos também possuem altas rejeições. Entre os petistas, Dilma Rousseff é reprovada por 77% dos eleitores (21% a aprovam), enquanto Lula tem 64% de reprovação (34% de aprovação). Os tucanos ocupam posições entre eles no ranking dos mais reprovados: Aécio Neves é rejeitado por 76% (9% de aprovação), José Serra e Fernando Henrique, por 70% (18% de aprovação), e Geraldo Alckmin, por 68% (14% de aprovação).

Os demais pré-candidatos às eleições 2018 têm reprovações menores, mas taxas de desconhecimento maiores. Marina Silva é reprovada por 58% e aprovada por 24%. Ciro Gomes é rejeitado por 52% e aprovado por 11%. Jair Bolsonaro tem 48% de reprovação e 9% de aprovação. Os índices de João Doria são 40% e 14% respectivamente.

Apenas duas autoridades possuem mais aprovação do que reprovação: o juiz federal Sergio Moro, que alcança 64% de apoio (contra 25% de rejeição), e o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, que tem 47% de aprovação (contra 30% de reprovação).

A pesquisa mostrou que a avaliação do governo caiu. Hoje são 75% os que acham a administração ruim ou péssima, contra 62% registrados em março. Os que consideram o governo regular são 19% (eram 26% no mês anterior). Os que consideram a administração boa ou ótima são 4%, segundo o Ipsos.

Os índices se aproximam do pior momento vivido pela presidente Dilma Rousseff, em setembro de 2015, quando 82% consideravam a gestão ruim ou péssima, 4% consideravam boa ou ótima e 13% avaliam como regular.