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A torcida da Lava Jato deveria fazer um monumento aos advogados que, em 2015, tiveram a ideia de tirar o processo da corrupção na Eletronuclear das mãos do juiz Sergio Moro, levando-o para o Rio de Janeiro. Acreditava-se que o fatiamento da Lava Jato era boa ideia e que na Cidade Maravilhosa as coisas seriam mais fáceis.

O processo foi para a 7ª Vara Federal, ocupada por um juiz recém-chegado. Era Marcelo Bretas (no centro da foto). Ele enfiou 43 anos de prisão no presidente da estatal, almirante Othon Luiz Pinheiro, e mandou para a cadeia Sérgio Cabral e Eike Batista.

Quem leu com atenção o cartapácio do juiz Marcelo Bretas mandando prender Eike Batista ficou com a impressão de que ele mostrou a advogados do empresário que está atento a lances em que a defesa de um cliente passa ser dissimulação de contratos e obstrução da Justiça.

Se vier chumbo, aviso houve. (Elio Gaspari – Folha de S.Paulo)

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