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A reforma ministerial que o presidente Michel Temer estudava fazer tende a se resumir a algo pontual, que não provoque grandes mudanças na configuração do governo. A ideia é manter a correlação de forças dos partidos e usar eventuais mexidas para acomodar aliados, após a eleição para a presidência da Câmara, em fevereiro.

A prioridade que irá nortear qualquer alteração na Esplanada dos Ministérios, segundo auxiliares do presidente, é manter coesa a base parlamentar, após uma disputa que pode deixar sequelas. “A geografia da Esplanada está definida e não muda. Só muda nome de ministro a pedido do próprio partido”, define um ministro.

Mais uma vez, fala-se em troca no comando do Ministério da Saúde: o ministro Ricardo Barros, do PP, que criou noticiário negativo para o governo de forma desnecessária, segundo auxiliares do Palácio do Planalto, ao criar um conflito por causa da presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), semana passada.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB), também é visto como possível peça a ser movida no tabuleiro pós-eleição para a presidência da Câmara, principalmente para contemplar o centrão de Jovair Arantes (PTB-GO), principal adversário de Rodrigo Maia na disputa.

Há ainda especulações sobre eventuais mexidas nas duas pastas (Cultura e Defesa) comandadas pelo PPS, partido com apenas oito deputados.

Um fator imponderável que pode levar a outras mudanças não planejadas no governo são as delações de executivos da Odebrecht, que aguardam homologação. Nomes da cúpula do governo, como o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o ministro das Relações Exteriores, José Serra, já foram citados. É esperado no Palácio do Planalto que, se algum auxiliar for fortemente alvejado a ponto de levar instabilidade para o governo, haja dança de cadeiras.

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