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Os músculos da barriga costumam ganhar uma atenção especial por aqueles que praticam atividade física. A vontade de deixar a região mais tonificada e reduzir medidas tem levado alguns alunos a praticar os abdominais hipopressivos, uma técnica que promete deixar a barriga negativa e afinar até 12 cm em três meses.

A diferença dos abdominais convencionais para o método, também conhecido como Low Pressure Fitness (LPF), é a segurança e os benefícios associados, explica a embaixadora do curso no Brasil, Carol Lemes. “Muitas pessoas sentem dor ao praticar os abdominais de forma errada. O LPF é mais seguro para a coluna do aluno. Se executado corretamente, também serve para tratar dores, problemas de hérnia de disco e ‘bicos de papagaio’”, diz.

Segundo Lemes, a maioria das pessoas atualmente tem o abdômen mais projetado para frente porque passa muito tempo sentada na frente do computador, mexendo no celular e no tablets. Isso leva a um desequilíbrio postural, que prejudica a coluna e o tônus do abdômen.

O abdominal hipopressivo, então, engloba técnicas neurodinâmicas, de reeducação postural, respiração e apneia (suspensão da respiração). “O que muda é a estrutura do corpo, porque o método consegue alongar o diafragma e tonificar a musculatura abdominal, dando mais firmeza ao músculo, mesmo quando está relaxado”, diz.

O educador físico Guilherme Triunfo, que dá aulas na Companhia Athletica – academia representante da técnica em Belo Horizonte –, explica que a atividade tem duração de 30 minutos, e o gasto é de cerca de 200 calorias. A aula não tem contraindicações, mas gestantes e alunos hipertensos devem receber um treino adaptado. Os professores alertam para que ninguém tente fazer as atividades em casa, copiando vídeos da internet.

Conforme a embaixadora explica, a aula é composta por exercícios respiratórios e de sucção abdominal realizados em diferentes posturas: em pé, ajoelhado, sentado, deitado e em quatro apoios. O método é dividido em níveis, e a cada três meses os movimentos vão ficando mais complexos.

“No nível 1, o aluno fica de 3 a 5 segundos em apneia, e conforme vai avançando pode chegar a até 20 segundos. Não é simplesmente prender a respiração, para acontecer o vácuo, é preciso prender a respiração e abrir as costelas”, diz.

É esse movimento realizado de forma involuntária, que segundo Lemes, leva à melhora nas dores de coluna, reposicionamento dos órgãos, redução de medidas, entre outros benefícios.

A bancária Ângela Perdigão, 31, não encontrou nenhuma dificuldade em realizar o exercício. Realizando a pratica há oito meses, ela já observa redução de 5 cm na cintura. “Não estava satisfeita com o meu corpo, e vi que essa atividade poderia complementar as atividades que eu já praticava. Além disso, hoje fico menos cansada quando faço atividades aeróbicas”, conta. (Por Litza Matos)

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