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Foram mortas, em 2016, 342 pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais (LGBT) no Brasil – um recorde levantado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) nos 37 anos em que compila anualmente o número de vítimas fatais da homofobia.

Isso significa que, aproximadamente a cada 25 horas, pelo menos uma pessoa com essas orientações sexuais é assassinada no país, conforme adiantou a coluna de Ancelmo Gois em “O Globo”. E o GGB alerta: a falta de registros ainda é um grave problema no Brasil, que ainda carece de dados centralizados e oficiais do tipo. Portanto, a realidade possivelmente é muito mais dramática. Em 2000, foram registrados 130 homicídios; e em 2010, 260.

Uma outra virada na tendência se verifica ao se analisar as regiões: o Norte vem liderando o número de assassinatos por habitantes, tirando a triste liderança de décadas da região Nordeste. Em 2016, foram computados 3,02 homicídios a cada um milhão de habitantes no Norte, seguido pelo Centro-Oeste (2,56), Nordeste (1,94), Sul (1,24) e Sudeste (1,19).

Em números absolutos por Estado, estão na frente São Paulo (49 assassinatos), Bahia (32), Rio de Janeiro (30) e Amazonas (28). Os autores do levantamento, baseado na compilação de casos a partir de buscas na internet e veiculação na mídia, destacam que foram documentados assassinatos em 168 municípios brasileiros – apesar da predominância em capitais, porém, os crimes não respeitam as fronteiras entre áreas urbanas e rurais, marcando cidades pequenas como Piranguinho (MG) e Bom Lugar (MA).

Homenageado no estudo, o jovem Itaberli Lozano, 17, foi morto pela mãe no final de dezembro justamente em uma cidade do interior: em Cravinhos, no Estado de São Paulo.

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