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Depois de o governador Flávio Dino (PCdoB) “peitar” o Ministério Público ao afirmar que “Carnaval tem que ser na cidade toda” – numa clara resposta à determinação do MP de que os blocos de pré-carnaval de rua se concentrem no Centro Histórico, na Madre Deus e no Aterro do Bacanga -, o promotor de Justiça Cláudio Guimarães resolveu comentar a declaração do comunista.

Em áudio que circula em grupos de WhatsApp desde a manhã de hoje (21), ele disse que o governador “está um tanto quanto desinformado”. O representante do MP diz que a intenção da determinação é restabelecer o carnaval de rua tradicional.

“Não sei se esse áudio foi feito pelo Flávio Dino, mas se foi ele está um tanto quanto desinformado. O carnaval de rua, conforme deliberado, ele não está proibido, muito pelo contrário. Os órgãos de segurança querem que o carnaval de rua tradicional seja restabelecido. Que volte a ser como era antes, com suas charangas, suas marchinhas, blocos de sujo, etc..”, disse.

Segundo Guimarães, a orientação visa a proibir a emissão de licenças para blocos privados que estavam usando espaços públicos para as festas. Ele faz ainda uma espécie de alerta aos secretários de Flávio Dino.

“Na hora que alguém for responder por homicídio, o governador tá protegido pelo foro privilegiado e vocês, os licenciadores, não. E a corda, via de regra, só arrebenta do lado mais fraco. Então, tenham bom senso, porque vocês licenciarem um evento nessas condições é, no mínimo, um tanto quanto arriscado”, completou.

O promotor lembrou, ainda, que quem demandou a deliberação sobre a proibição de blocos nos bairros foi a própria Polícia Militar. E destacou que já há uma representação no MP contra a Blitz Urbana de São Luís por fatos ocorrido num bloco que reuniu cerca de 10 mil pessoas no Coahtrac.

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