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As obras de duplicação da BR-135, única conexão terrestre da capital ao continente, devem ser entregues ainda este ano. Porém, um empecilho natural deve mudar as previsões da obra, que já se estende por quase cinco anos na rodovia federal. As chuvas que já começaram a cair com intensidade devem comprometer o prazo de entrega das obras de duplicação.

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), o subtrecho da BR-135 referente aos pontos entre a Estiva e o município de Bacabeira encontra-se em ritmo normal. Porém, está previsto para os próximos meses um período de chuvas intensas, o que prejudicará o andamento dos serviços. O órgão afirmou que a conclusão das obras poderá ainda ocorrer este ano, dependendo do término das chuvas.

Paulo Roberto trabalha com transporte de passageiros e se diz incomodado pelo tempo que a obra já vem atrapalhando o fluxo de viagens para os municípios do interior. “Pelos anos que esta obra está aí e nunca termina! Eu não entendo o porquê de tanta demora em duplicar uma pista. Até avançou um pouco mais, mas para quem sai todo dia daqui para o interior é desgastante passar por esse trecho”, reclama Paulo. O Dnit lembrou que o trânsito local onde as obras progrediram se desenvolveu normalmente sem problemas relevantes.

Perigo de acidente

A reportagem de O Imparcial constatou que as obras seguem em ritmo normal, apesar de algumas máquinas estarem estacionadas à margem da rodovia. Segundo Dilma Assis, de 54 anos, que mora em frente a um trecho das obras, todos os dias, há trabalhadores no local, mesmo com chuvas. “Eles estão aí todo dia. Até nessas chuvas que ocorreram essa semana tinha gente na obra. Passou um bom tempo parado, mas agora parece que vai andar mesmo, espero que acabe logo!!”.

Dilma conta também que já viu muitos acidentes nesse trecho por conta da falta da pista duplicada. “Já vi muita gente morrer aqui. Esse trecho é muito perigoso. Só espero que com essa obra diminua isso. Só fica ruim para você atravessar de um lado para o outro. Tem que ter muita atenção”, alerta.

O Dnit informou que as obras da primeira fase de duplicação estão 85% concluídas, faltando apenas a conclusão dos viadutos do município de Bacabeira e cerca de 17 quilômetros de pavimentação. Nesta obra, estão trabalhando 471 operários, com 135 equipamentos. A empresa responsável pelas obras é do Consórcio Serveng/Aterpa.
O órgão federal destacou também que os serviços na ferrovia, que deslocam a linha da Transnordestina para a linha nova, foram concluídos, o que deverá desenvolver com mais agilidade as obras no Campo de Perizes.

AS OBRAS ACONTECEM LENTAMENTE

As obras de duplicação na BR-135 tiveram início em setembro de 2012, com um atraso de mais de um ano, já que essas ações haviam sido anunciadas para agosto do ano anterior. As obras deveriam acontecer em três etapas: lote I, da estiva ao município de Bacabeira; lote II, de Bacabeira ao povoado de Outeiro (entroncamento Itapecuru-Mirim); lote II, de Outeiro até Miranda do Norte.

A obra, que passou por paralisações em várias ocasiões, foi retomada em abril do ano passado e concentrada na construção do viaduto de acesso à cidade de Rosário no entroncamento da BR-135 com a BR-402. A duplicação da BR-135 tem um investimento de mais de R$ 484 milhões e está incluso no Plano de Aceleração do Crescimento do Governo Federal. (O imparcial)

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