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Um projeto visa ampliar os serviços de ferryboats no Maranhão, que hoje compreende os terminais de Ponta da Espera (São Luís) e Cujupe (Alcântara). Inicialmente, a proposta para o transporte aquaviário previa a conexão entre São José de Ribamar e Icatu, porém a costa marítima da zona rural de São Luís apresentou melhores condições de navegabilidade.

Concebido há mais de um ano, o novo sistema vai ligar, por mar, São Luís a Icatu e à região do Munim, com transporte de ferryboats. O percurso demora uma hora a menos, desafoga a BR‐135 e aumenta o fluxo para Barreirinhas e demais municípios da Rota das Emoções.

O projeto de iniciativa do Governo do Estado, por meio da Agência Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana (MOB), cria atracadouros, com rampa e abrigo para passageiros, nos dois pontos que conectarão a Ilha de São Luís ao município de Icatu.

Estudos de viabilidade técnica apontaram que a melhor opção para instalação do atracadouro em São Luís seria na baía da região da zona rural, considerando os critérios de localização geográfica e profundidade do canal.

“A ideia era fazer as ligações de São José de Ribamar a Icatu, mas as condições de navegabilidade não seriam boas. Então, será feito em São Luís, de Arraial/Quebra‐Pote até Icatu, que apresenta boa profundidade e as condições de maré são mais adequadas”, afirmou o presidente da MOB, Artur Cabral.

Em Icatu, o atracadouro fi­cará localizado no povoado de Santa Maria, a 22km da sede, localidade do marco inicial da colonização por­tuguesa no Maranhão. A tra­vessia de São Luís a Icatu também deverá proporcio­nar a diminuição no tempo de viagem para Barreirinhas. O projeto ajudará a impul­sionar o desenvolvimento econômico do Polo do Mu­nim, que integrará o rotei­ro complementar da Rota das Emoções, que vai de Bar­reirinhas (Maranhão), pas­sando por Parnaíba (Piauí) até chegar em Jericoacoara (Ceará).

De acordo com o presiden­te da MOB, Artur Cabral, parte dos estudos de engenharia já foi concluída. “Estamos finali­zando a engenharia para via­bilizar o acesso para os dois lados. A parte de maré, pro­fundidade e correnteza já fo­ram concluídas. Os estudos de engenharia de acesso terrestre que envolvem rampa e termi­nais de passageiros estão em andamento”, informou.

Após a conclusão da etapa de engenharia, será feita uma convocação pública para o re­cebimento de propostas para o serviço de ferryboats. O Gover­no do Estado oferecerá como contrapartida de investimento o acesso de embarque e desem­barque e as empresas ficarão responsáveis pelo investimento em embarcação e atracagem. Segundo a MOB depois de fi­nalizada a última fase, o ser­viço deve entrar em operação no início do segundo semes­tre de 2017.

Ponta da Espera e Cujupe

Com viagens diárias nos Termi­nais de Passageiros de Ponta da Espera, em São Luís, e de Cujupe, no município de Alcântara, os fer­ryboats transportam passageiros, ônibus, caminhões e veículos le­ves. O sistema atual de transpor­te de ferryboat liga a Ilha de São Luís com a Baixada Maranhen­se e com a Região Norte do país.

A Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), responsável pela infraestrutura dos terminais, em parceria com a Agência Estadual de Mobilida­de Urbana, iniciou as melhorias anunciadas para os terminais existentes.

A nova estrutura para o Ter­minal do Cujupe, em Alcântara, contará com um posto da Polí­cia Mili­tar, lojas de conveniên­cias, alojamen­to para funcionários, auditório, estacionamentos privativos, a inserção de mais uma rampa no sentido Sul, a duplicação da passarela no senti­do Norte, sendo todas as áreas sinalizadas e adaptadas para re­ceber pessoas com deficiência.

Em São Luís, o projeto do Ter­minal da Ponta da Espera conta com área de vivência com salão de embarque, lanchonetes, banheiros e fraldário, acesso seguro para pessoas com mobi­lidade reduzida e wifi.

A primeira fase do plano de transformação do Terminal do Cujupe (instalação de 365 me­tros de área coberta linear), entregue em dezembro, foi realizada com o objetivo de proteger os usuários do sol e da chuva, ampliando o serviço de atendi­mento ao público. As passare­las são duplicadas, de modo a contemplar embarque e desem­barque simultâneos. A ordem de serviço para o início da segunda etapa, que vai erguer um novo terminal, será assinada ainda este mês.

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