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Condenado a mais de 50 anos de prisão na Lava Jato, o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, decidiu tentar, pela terceira vez, um acordo de delação premiada, no qual promete implicar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo informa o blog do jornalista Fausto Macedo. “Mesmo depois de uma devassa, os investigadores não conseguiram produzir uma prova sequer para denunciar Lula. Produzem manchetes que não primam pelo equilíbrio jornalístico” retruca o ex-presidente, por intermédio de nota distribuída hoje.

Eis, abaixo, a resposta do Instituto Lula:

“Os operadores da Lava Jato persistem na prática ilegal e inconstitucional de antecipar juízos sobre investigações em curso e de fomentar propaganda opressiva contra o ex-presidente Lula. Mesmo depois de uma devassa, os investigadores não conseguiram produzir uma prova sequer para denunciar Lula. Produzem manchetes que não primam pelo equilíbrio jornalístico. As graves violações aos direitos fundamentais de Lula foram comunicados ao Comitê de Direitos Humanos da ONU em 28/07/2016.

O ex-presidente Lula não cometeu nenhum ato ilegal nem antes nem durante, nem depois do exercício de dois mandatos como Presidente da República, eleito pelo voto popular para dois mandatos.

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a partir de uma reclamação formulada pelos advogados de Lula, abriu sindicância para apurar a conduta de membro do MPF que sistematicamente viola determinações daquele órgão de controle ao formular acusações contra o ex-Presidente na imprensa antes da finalização das investigações. Há outra denúncia ainda pendente de apreciação pelo CNMP pela mesma prática nefasta contra outros quatro membros do MPF.

Não comentaremos supostas negociações de delações para a obtenção de benefícios judiciais.”