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Foi o melhor jogo da Olimpíada, com todos os ingredientes de uma rivalidade. E depois de duas prorrogações, a seleção brasileira masculina de basquete acabou derrotada pela Argentina por 111 a 107.

Agora, para avançar à segunda fase do torneio, o Brasil precisará vender a Nigéria e torcer por uma derrota da Espanha (que logo mais enfrenta a Lituânia e depois a própria Argentina). E mesmo que classifique, o adversário das quartas-de-final será contra os Estados Unidos. Foi o terceiro confronto entre os dois países na história dos Jogos Olímpicos, e o Brasil jamais conseguiu vencer.

A grande preocupação dos organizadores antes da partida era a questão da segurança. O efetivo da Força Nacional, então, foi redobrado, tirando agentes até do centro de mídia. Os 160 homens garantiram que não houvesse qualquer confronto entre torcedores, ou nada além de provocações. Os 25% de argentinos no ginásio faziam barulho com a vantagem que o time abriu no primeiro quarto, em especial nos chutes de Nocioni, que jogava o tempo todo livre.

Mas o Brasil se recuperou e virou o jogo, abrindo oito pontos de vantagem antes do intervalo: 52 a 44. Nocioni e Campazzo, no entanto, voltaram com a corda toda – e à vontade – para o segundo tempo. E a Argentina foi tirando a vantagem até passar em 64 a 63 a pouco menos de três minutos para o fim do terceiro quarto. O tempo pedido por Ruben Magnano surtiu efeito. O time de rearrumou e foi para o último período vencendo. O placar foi oscilando. A 2m41, Nenê, que fez boa partida, foi pra cima de Scola, fez os dois pontos num lindo gancho e o Brasil voltou a ter oito pontos de frente: 83 a 75.

E voltou a relaxar também. O armador Campazzo continuava infiltrando como queria e os argentinos encostaram no placar. A três segundos do fim, Nocioni arremessou de longe, a bola bateu no aro, subiu e entrou, empatando em 85 e levando o jogo para a primeira prorrogação. Nenê continuou dominando o garrafão, mas Nocioni (cestinha da partida com 37 pontos) fez outra de três e os argentinos encostaram até empatar em 95 e lavar o jogo para um segundo tempo extra.

Foi aí que a coisa desandou para o Brasil. Campazzo fez duas cestas de três e logo a vantagem foi a oito pontos. Magnano, que mantivera Leandrinho no banco boa parte do tempo por conta das quatro faltas, colocou o armador em quadra novamente e ele ainda deu esperanças marcando sete pontos consecutivos: 106 a 105. O Brasil tentou, fazendo faltas, ter uma chance. E teve. Delfino errou os dois lances livres, mas o rebote caiu com a Argentina. Na falta seguinte, Ginobili fez os dois pontos e matou o jogo. Festa azul e branca. (Leslie Leitão)