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Da tribuna, a deputada Andrea Murad (PMDB) questionou o empréstimo que o governo Flávio Dino quer contrair de R$ 400 Milhões, o segundo neste ano. Ao cumprimentar os sindicalistas na galeria da Assembleia Legislativa, a parlamentar ainda falou da falta de diálogo e da incoerência do governador quando o assunto é reajuste salarial e empréstimos.

“Queria cumprimentar os sindicalistas que através de uma carta fazem protesto ao governo Flávio Dino e reivindicam o direito de greve, concurso público, perdas inflacionárias, ou seja, concurso público promessa do governador que nunca houve, diálogo menos ainda. Ele não tem diálogo com ninguém. Então eu queria prestar a minha solidariedade e dizer que estou à disposição de todos. Sobre o empréstimo de R$ 400 milhões que Flávio Dino quer contrair, eu acho realmente uma vergonha, é algo completamente contraditório. Um governador que diz que não quer endividar o Estado, volto aqui na carta dos sindicalistas onde eles falam que o governador Flávio Dino não dá aumento de salário para ninguém, mas quer contrair empréstimo, quer endividar o Estado para fazer o que ele bem entender. E aí nós nos perguntamos: o governador Flávio Dino pretende o quê? Isso não é endividar o Estado?”, questionou a deputada.

Ainda na sessão, Andrea Murad tratou do endividamento do estado que no primeiro ano de gestão de Flávio Dino passou de R$ 5,7 bilhões (2014) e fechou 2015 com uma dívida consolidada de mais de R$ 7,3 bilhões, um acréscimo de 27%. Para a parlamentar, o discurso do governador em não prejudicar as contas do governo já está acontecendo no Estado.

“Ele recebeu um saldo líquido do BNDES não utilizado de quase R$ 2 bilhões, parte desses recursos estão vinculados a obras essenciais como estrada e hospitais, o restante ele poderia utilizar como ele bem entendesse, eu quero saber se alguém viu alguma obra do governador Flávio Dino. Nos primeiros oito meses de governo, ele encheu a boca para dizer que não iria contrair empréstimos, mas o fato é que já foi contabilizado o montante de mais de R$ 645 milhões de empréstimo e que enviar para esta Casa uma carta pedindo mais R$ 400 milhões para o maranhense pagar”, destacou.

Ela lembrou outro empréstimo contraído neste ano. “Em abril fizeram um junto à Caixa Econômica para a mobilidade urbana que eu não sei, ainda não entendi, o que de fato vai fazer. Aparecem as coisas para nós votarmos aqui nesta Casa, ficamos sem saber de nada e só porque ele tem a maioria na Casa, ele acha que deputado não tem que saber de nada, então deputado tem que fazer sim senhor, e tem que aprovar, essa é que é a grande verdade. Aí diz que não vai transformar o Estado do Maranhão em um Rio Grande do Sul. O Estado do Maranhão já está um Rio Grande do Sul e, logo, logo, virá à tona”, disse Andrea.