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A passagem de Mano Menezes pelo Cruzeiro em 2015 ficou marcada pela incrível reação que o time teve no segundo turno do Brasileirão.

Com aproveitamento de segundo colocado, a Raposa afastou o risco de rebaixamento e terminou o torneio na oitava colocação, com 55 pontos, 13 a mais que o Vasco, primeiro time que foi rebaixado para a série B.

Agora em seu retorno à Toca da Raposa II, o treinador terá de ter um aproveitamento bem parecido se não quiser viver uma pressão ainda maior do que a encontrada pela Raposa quando da sua chegada. Em 2016, o clube é o atual vice-lanterna e soma apenas 15 pontos, situação pior do que a vivida por Mano Menezes um ano antes e precisará de uma repetição de cenário para não viver quatro meses de apreensão e sofrimento.

Quando assumiu o Cruzeiro, o comandante encontrou o time que estava na beira da zona de rebaixamento, mas tinha pontuação melhor, 22 pontos. Após um início ruim, o time cresceu rapidamente de produção com Mano Menezes e trocou o desespero do Z4 pelo sonho por lugar no G4, situação que não se concretizou.

Mano Menezes conquistou 33 pontos na sua passagem pela Raposa e tirou o time da 16ª para a oitava colocação no Brasileiro. O aproveitamento de  62,50% foi pior apenas que o obtido pelo campeão Corinthians em toda a competição.

Para ter um cenário de tranquilidade e repetir o que fez no ano passado, Mano Menezes terá de repetir o feito agora em 2017. Se conseguir novamente os 62,50% de aproveitamento, terminará o Brasileirão com 56 pontos, marca bem acima da necessária para um time brigar contra o rebaixamento. A margem de corte para queda é de aproximadamente 42 pontos. O fato positivo é que, no seu retorno a Belo Horizonte, Mano terá seis jogos a mais do que em comparação a 2015.

Desde que o Brasileirão passou a ser disputado por 20 clubes, a marca de 56 pontos é suficiente para colocar um time entre os dez primeiros colocados. Se quiser uma pontuação mais “modesta”e pensamento apenas para não cair para a segunda divisão, Mano precisará somar cerca de 30 pontos em 66 disputados, pouco inferior a 50% de aproveitamento dos pontos disputados, cenário bem mais tranquilo, mas que resultará em luta contra o Z4 até o final da temporada.