Agencia Brasil – Depois de mais de uma hora de reunião a portas fechadas, o PMDB escolheu o deputado e ex-ministro da Saúde Marcelo Castro (PI) para ser o candidato único do partido na sucessão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara. Castro teve 28 votos dos 46 votos do partido e venceu o atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Osmar Serraglio (PR), no segundo turno de votação.

“O PMDB tem vivido momentos de divisão e isto é uma página virada na nossa história. O partido está unido para trabalhar para nosso povo. A condição mais fundamental para um candidato vitorioso é contar com a unidade de seu partido. Se eleito, vou fazer administração com transparência, respeito à democracia e participação de todos. O Brasil está precisando de harmonia e estabilidade”, afirmou Marcelo Castro.

Perguntado se vai pedir o apoio da atual oposição, Castro afirmou que quer o apoio de todos os outros 512 deputados. “Meu compromisso é trazer a paz, harmonia e previsibilidade”, disse.

O ex-ministro não votou a favor do impeachment, fator crucial para que o PT apoie um candidato. “Estava moralmente comprometido com aquele gesto”, explicou Castro. Segundo ele, a base de Temer chegará às eleições com “mais de uma dúzia” de candidatos, com exceção apenas de Luiza Erundina (PSOL-SP).

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, declarou na manhã desta terça-feira que “o governo trabalha com a ideia da base ter um candidato único” para a presidência da Câmara dos Deputados. O deputado peemedebista Fábio Ramalho já havia se registrado para concorrer à sucessão de Cunha. Apesar da decisão da escolha de um candidato único, ele deve manter a candidatura avulsa.

“Não tem por que nós criarmos a possibilidade de ter qualquer arranhão na base. Nós temos o projeto de um novo Brasil e esse novo Brasil passa por a gente ter condições de ter na Câmara a base que nós temos hoje. Não podemos correr riscos”, disse o ministro.

Oposição

O clima em torno do novo comando da Casa fica mais acirrado após partidos de oposição anunciarem uma reunião na liderança do PT no início da tarde. O partido de Dilma decidiu não apoiar o nome de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que pode ser o décimo segundo candidato a se registrar oficialmente. A decisão foi tomada porque Maia votou a favor do impeachment no plenário da Câmara que discutia o assunto, em abril deste ano.

A confirmação do nome de Maia na disputa pode levar a uma possível divisão na base aliada do governo. “Temer me ligou para trocar ideias, mas nunca para declarar apoio a mim ou simpatia a outros candidatos”, afirmou Rodrigo Maia.

Em entrevista concedida na manhã desta terça-feira, Maia afirmou que a eleição será decidida voto a voto e disse que os candidatos terão que procurar e conquistar cada apoio na Casa. Segundo o deputado, o novo presidente da Câmara precisará buscar um ambiente de diálogo e pacificar a Casa. “Temos que devolver ao plenário a soberania dos votos”, defendeu.

“Não tem por que nós criarmos a possibilidade de ter qualquer arranhão na base. Nós temos o projeto de um novo Brasil e esse novo Brasil passa por a gente ter condições de ter na Câmara a base que nós temos hoje. Não podemos correr riscos”, disse o ministro.

Oposição

O clima em torno do novo comando da Casa fica mais acirrado após partidos de oposição anunciarem uma reunião na liderança do PT no início da tarde. O partido de Dilma decidiu não apoiar o nome de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que pode ser o décimo segundo candidato a se registrar oficialmente. A decisão foi tomada porque Maia votou a favor do impeachment no plenário da Câmara que discutia o assunto, em abril deste ano.

A confirmação do nome de Maia na disputa pode levar a uma possível divisão na base aliada do governo. “Temer me ligou para trocar ideias, mas nunca para declarar apoio a mim ou simpatia a outros candidatos”, afirmou Rodrigo Maia.

Em entrevista concedida na manhã desta terça-feira, Maia afirmou que a eleição será decidida voto a voto e disse que os candidatos terão que procurar e conquistar cada apoio na Casa. Segundo o deputado, o novo presidente da Câmara precisará buscar um ambiente de diálogo e pacificar a Casa. “Temos que devolver ao plenário a soberania dos votos”, defendeu.