O presidente da Funai, o general do Exército da reserva Franklimberg Ribeiro de Freitas, anunciou há pouco, em Brasília, que deixou o cargo.
A Folha apurou que ele disse aos servidores, reunidos a seu pedido no auditório do órgão, que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) está sendo mal assessorado na questão indígena e apontou a influência negativa do ruralista e secretário de política agrária do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia.
É a segunda vez que Franklimberg deixa a presidência da Funai após pressões dos ruralistas.
A primeira queda ocorreu durante o governo de Michel Temer (2016-2018), quando Franklimberg entrou em atrito com parlamentares que pretendiam alterar processos de demarcação de terras indígenas.
A Funai hoje está sob o guarda-chuva do ministro da Justiça, Sergio Moro, que já declarou não ter interesse em manter a fundação sob seu comando.
O órgão voltou à pasta após uma queda de braço no Congresso entre indígenas e o governo Bolsonaro e a bancada ruralista, que pretendiam colocar a Funai no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos mas foram derrotados em votações no Congresso. (Por: Alberto César Araújo/FolhaPress)
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