Uma noite memorável, é o que melhor define o momento de homenagem aos historiadores Mário Meireles e Jerônimo de Viveiros, seguido do lancamento do Mapa França Equinocial e da palestra com o mesmo tema, ocorridos no sábado, dia 15 de setembro, na Livraria e espaço cultural AMEI, no São Luís Shopping. A atração contou ainda com a apresentação da cantora Sheila Castro, que brindou o público presente com duas músicas de Edith Piaf, “La vie en rose” e “Je ne regrette rien”.
O Mapa “O Brasil francês: a França Equinocial” é um trabalho realizado pelo acadêmico Antonio Noberto e pelo artista plástico pernambucano Terciano Torres. O trabalho mostra um pouco do protagonismo e da locais de presença gaulesa na parte setentrional do Brasil, desde Itamaracá/PE até Macapá/AP, onde Upaon Açu (São Luís-MA) foi escolhida como sede e meio caminho entre os extremos extraoficiais da colônia implantada na região.
A obra contêm os topônimos com os termos da época, geralmente em francês e português ou pelas “línguas mortas”, sendo o latim e o tupi. O nome do estado do Maranhão, por exemplo, aparece como “Marignan”, (misto de tupi, francês e latim?), como era grafado pelos primeiros europeus. Cametá grafado como “Caamutá” (caa – árvore + mutá – casa = casa sobre a árvore). A base do capitão Jacques Riffault na margem direita do rio Potengi não passou despercebido. No mapa consta o nome do Rio Grande em tupi (Poti – camarão + iu – rio = rio do camarão). Idem para o Rio Paraíba (rio ruim para navegar), onde em 1587 o rei Felipe III de Espanha concluiu o Forte do Cabedelo.
É possível observar também os Lençóis maranhenses, que o cronista Claude Abbeville chamou de “as areias brancas”; o Rio Paraguaçu, hoje Rio Parnaíba; Cheval (Chaval); Jericoacoara (buraco das tartarugas); Montville (Viçosa do Ceará), Mucuripe (Fortaleza), etc.

Um pouco mais sobre evento
As duas filhas do historiador e escritor Mário Meireles, professoras Ana Maria e Mimi Meireles, fizeram uma homenagem ao escritor Antonio Noberto. Elas o presentearam com um quadro de metal da Santa Ceia, que pertenceu ao historiador Jerônimo de Viveiros (in memoriam) e foi presenteado a Mereiles (in memorian). Antes da entrega a cantora Sheila Castro fez capela de duas apresentações de canções de Edith Piaf.
O evento foi prestigiado por acadêmicos da ALL, do IHGM, por presidentes e representantes de academias de Letras e de outras instituições, escritores, historiadores, professores, estudantes, líderes comunitários, dentre outros. Ao final, o espaço foi franqueado para perguntas, onde a escritora Ana Luiza Almeida Ferro pontuo sobre a presença gaulesa no Maranhão e sobre os trabalhos do historiador e escritor Wilson Pires Ferro, assíduo defensor da fundação francesa de São Luís.

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