Todos os meses, a pesquisa visita mais de 4 mil domicílios em todo o estado para o levantamento das informações. Os dados presentes na pesquisa divulgada nesta quinta-feira, dia 26, são referentes à 2017 e, no que diz respeito ao esgotamento sanitário, a PNAD mostrou que, no ano passado, 64,8% dos domicílios maranhenses tinham fossas não ligadas à rede de esgoto (1,3 milhões de domicílios).
Entre os estados do Nordeste, o Maranhão tem o terceiro maior percentual nessa variável. Na região, o maior percentual de domicílios com fossas não ligadas à rede de esgoto está no Piauí (79,2%) e, em seguida, o Rio Grande do Norte (72,5%). O estado com o menor percentual é a Bahia (38,1%). Em todo o Nordeste, o percentual de domicílios com fossas não ligadas à rede de esgoto é de 48,2% enquanto que no Brasil é de 30,3%.
A pesquisa revelou outros números sobre o esgotamento sanitário no Maranhão. Os dados demonstram que houve um aumento na quantidade de domicílios que possuíam rede geral de esgoto ou fossa ligada a rede de esgotamento. No ano de 2016, existia um total de 17,5% dos domicílios (351 mil) nesta categoria e, no ano seguinte, registrou-se um aumento para 19,5% (394 mil domicílios).
Apesar do aumento de 17,5% em 2016 para 19,5% em 2017, o Maranhão é o quinto estado no Brasil com o menor número de domicílios com esgotamento sanitário por rede geral ou fossa ligada à rede. Está na frente apenas dos seguintes estados do Pará (12,2%), Amapá (10,8%), Rondônia (9,8%) e Piauí (8,9%). O estado com a maior cobertura desse serviço é São Paulo em que 93,1% dos domicílios tem esgotamento sanitário por rede geral ou fossa ligada à rede, o que representa mais de 14,3 milhões de unidades.
Também houve aumento no Maranhão na quantidade de residências com possuiam outras formas de esgotamento. Em 2016 eram 165 mil (8,2%) e em 2017 esse quantitativo subiu para 227 mil residências com outras formas de esgotamento (11,2%).
Com 11,2% o Maranhão é o quarto estado com o maior percentual de domicílios na categoria “outra forma de esgotamento”, ou seja, de domicílios não ligados na rede geral ou com fossa. Está apenas na frente do Acre (16%), Amapá (12,8%) e Amazonas (12,7%). O Distrito Federal possui o menor percentual nesse quesito (0,1%).
Em São Luís, os dados sobre esgotamento sanitário apresentam-se da seguinte maneira: 69,7% dos domicílios (226 mil) tem rede geral ou fossa ligada à rede; 28% (91 mil) tem fossa não ligada à rede; e 2% dos domicílios (7 mil) tem outras formas de esgotamento.
Fonte de água – O acesso às fontes de água é outro dado interessante que a pesquisa trouxe. De acordo com os números, houve um aumento na quantidade de domicílios maranhenses com disponibilidade de água encanada diariamente da rede de abastecimento, passando de 71,4% em 2016 para 73,3% em 2017.
Da mesma forma, também aumentou a quantidade de domicílios com disponibilidade de água de quatro à seis vezes na semana, passando de 12,9% em 2016 para 13,3% em 2017. Por outro lado, houve diminuição na quantidade de domicílios com disponibilidade de água somente de uma à três vezes na semana: 13,9% em 2016 para 10,3% em 2017.
O número de domicílios abastecidos por rede geral de distribuição no Maranhão cresceu de 67,8% para 71,7%, mas o estado continua sendo o quinto em todo o Brasil com a menor cobertura desse serviço. Essa é a mesma posição ocupada em 2016.
Os dados mostram ainda que houve uma diminuição na quantidade de residências abastecidas por poço profundo ou artesiano, passando de 21,6% em 2016 para 16,3% em 2017. As estatísticas revelam ainda que, em 2017, 9,9% dos domicílios eram abastecidos por poço raso, freático ou cacimba. 0,9% eram abastecidos por fonte ou nascente; e 1,2% tinha outras formas de abastecimento.
Na capital maranhense, os números sobre disponibilidade de água no ano passado estão assim designados: 54,1% dos domicílios (145 mil) tinham disponibilidade de água encanada diariamente da rede de abastecimento; 27,3% (73 mil) tinha acesso de quatro à seis vezes na semana; e 17,4% (47 mil domicílios) tinham acesso de uma à três vezes na semana.
Ainda em São Luís, já no que diz respeito à fonte de água, os dados são: 82,5% dos domicílios (268 mil) tem acesso pela rede de distribuição; 16,3% (53 mil) tem acesso por poço profundo ou artesiano; e 0,6% (2 mil) tem acesso por poço raso, lençol freático ou cacimba, mesmo quantitativo dos domicílios que possuem outras formas de abastecimentos. Não foram contabilizados na cidade os domicílios com acesso à água por meio de fontes ou nascentes.
Destinação do lixo – A pesquisa também trouxe dados referentes à destinação do lixo. De acordo com as estatísticas, em 50,3% dos domicílios maranhenses o lixo é coletado diretamente, enquanto que em 26,2% os dejetos são queimados dentro da propriedade. Além disso, em 18% dos domicílios o lixo é coletado em caçambas e em 5,5% dos domicílios pesquisado é dada outra forma de destinação para o lixo.
Posse de bens – O Maranhão continua sendo o estado com o menor percentual de domicílios com microcomputador dentre todas as unidades da federação. Outro bem com pouca penetração nos domicílios maranhenses é a máquina de lavar roupa. Apesar da variação positiva de 25,5% para 26,7% de 2016 para 2017, o Maranhão é o penúltimo, em termos percentuais, como domicílios com acesso a esse bem.
Mesmo com da grande diminuição de domicílios que possuem apenas TV de tubo, com o percentual se reduzindo de 47,5% em 2016 para 41,5% em 2017, o Maranhão continua sendo o terceiro estado com o maior percentual de domicílios que possuem apenas esse tipo de aparelho nos domicílios. Esses números demonstram existir uma dificuldade de acesso para determinados bens de maior valor. Tal fato se coaduna com o dado da PNADC sobre o rendimento médio real habitualmente recebido por mês de todos os trabalhos, onde o Maranhão ocupa a última posição com o valor de R$ 1.299,00 (dados do quarto trimestre de 2017).
Veículos – Já no que diz respeito aos veículos, os dados da PNAD Contínua mostram que, em todo o Maranhão, houve uma queda na quantidade de domicílios com automóveis, passando de 373 mil (18,6%) para 354 mil (17,5%).
Em São Luís foi registrada uma queda ainda mais acentuada. No ano de 2016, uma total de 120 mil residências tinha um automóvel (36,5%) e, no ano seguinte, esse quantitativo diminuiu para 102 mil (31,5%).
Tais dados revelam uma forte disparidade da realidade do Maranhão com sua capital, São Luís. Os dados demonstram uma queda do número de domicílios no Maranhão e em São Luís com posse de automóveis na comparação entre 2016 e 2017. Tal fato é provavelmente reflexo do ciclo econômico, pois os dados da PNADC sobre o mercado de trabalho demonstram um enfraquecimento do mesmo no Maranhão entre o terceiro trimestre de 2016 até o quarto trimestre de 2017.
No caso de São Luís, a taxa de desocupação se mostra elevada no decorrer de todo o ano de 2017. A redução do número de veículos no estado do Maranhão está relacionada diretamente com o decréscimo verificado na capital, pois dos 19 mil domicílios que deixaram de possuir automóvel, 18 mil eram de São Luís.
No que diz respeito às motocicletas, o Maranhão é o estado com o quinto maior número percentual de domicílios com posse desse tipo de veículo. Apesar de, em números absolutos, São Luís possuir uma grande frota desses veículos presente em 37 mil domicílios, a cidade ocupa apenas a 17ª posição no ranking das capitais.
Isso denota uma grande desconexão na posse desse bem ao se comparar São Luís com o restante do Maranhão. Inclusive, ao se confrontar os dados de 2016 e 2017, é notado uma redução do número de domicílios na capital com esse bem, mas no Maranhão ao contrário o número se expandiu.

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